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Poesia e Psicanálise: onde se tocam
Por Frederico Spencer Na poesia, a metáfora rompe a cadeia habitual do sentido da palavra para instaurar um novo campo simbólico, requalificando-a. Nesse processo, ela não apenas representa algo: dá suporte ao próprio ato de criação do poeta. Ao ressignificar uma palavra, a metáfora desloca o campo do real e faz emergir a multiplicidade de sentidos de cada signo, agregando densidade ao verso. Nesse sentido, a metáfora é um ato de linguagem — não um mero ornamento destinado a

FREDERICO SPENCER
há 23 horas2 min de leitura


ensaio sobre um destino
Por Naedie Jorge A Vila Brasil, era só um destino, é um belo poema que trabalha com uma estrutura poética muito rica, tanto na forma como no conteúdo, seu contexto é marcado por imagens de ferro, pedra e vapor, que o remete à modernidade industrial e à memória das ferrovias que tanto marcaram a vida de muitos nordestinos, que partiram de suas cidades para ganhar o pão de cada dia em outros destinos. A cadência dos versos curtos cria um ritmo de trilhos, como se o poema se

FREDERICO SPENCER
5 de nov. de 20253 min de leitura


ENSAIO SOBRE O AMANHECER
AMANHECER Frederico Spencer Só o sol e a lua sabem a hora de despertar na manhã, porque gosto, de escrever na manhã o ofício está manchado, poucos espaços para escrever, os restos são nódoas de pele e suor o amarelo das notícias da TV nos jornais as árvores que queimam no congresso as ordens do dia são recortes da folha que cai do birô pesada da mácula desses dias. Ensaio sobre o poema Por Naedie Jorge O poema Amanhecer trabalha em dois temas: o cotidiano e o simbólico, o

FREDERICO SPENCER
3 de nov. de 20252 min de leitura


POESIA E PSICANÁLISE
LUA, SOL, SOL E LUA Frederico Spencer Para Benoît Le Bouteiller Pareço querer vender as cadeiras, sofás e poltronas de onde me habito: aponto para o horizonte que fascina. O fim do mundo e suas cismas: até onde os olhos alcançam: os medos e os sonhos, são lembranças: pesarosos charcos de lodo e lama: enfiar os pés neste atoleiro onde as feridas se inflamam no barro onde tudo começa e termina nesta viagem onde tudo é chama, a vida pulsa e clama. Ensaio sobre o poema: Por

FREDERICO SPENCER
22 de out. de 20253 min de leitura


TAMBOR CÓSMICO E PSICANÁLISE
TAMBOR CÓSMICO Frederico Spencer Dizem templo da alma, o corpo mas é um tambor ressonando no tempo, morada das madrugadas quentes e dos dias frios, o gelo dos pensamentos batendo: alma penada vaga no templo de fantasmas onde não há mais nada além das assombrações, o louco com as mãos desseca o pêndulo solitário noite à adentro pensando na sua amada, tateando silhuetas entre os dedos que teimam retornar após o enlevo fantasmas ressonando no templo máquina desse tempo consumi

FREDERICO SPENCER
29 de ago. de 20253 min de leitura
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